17 de maio de 2011

PROTOCOLO DO ENCONTRO - 14.05


Apesar da triste notícia da saída do Paulo do nosso grupo, este encontro foi marcado pelo fortalecimento.
Felipe propôs um exercício relacionado ao sentimento de união, de grupo (com os blocos) e esta é uma questão muito presente (ou ausente) em nossa turma. Iniciamos nossa trajetória desunidos e ao longo deste período, superando os obstáculos, os laços foram se fortalecendo.
Na minha opinião, neste sábado todos estavam mais envolvidos, como algum tempo não acontecia, e este clima de envolvimento propiciou um ensaio mais produtivo, estendendo-se até um novo encontro, que ocorreu no domingo.
No final, algumas questões mais práticas foram discutidas e uma imagem mais concreta da peça vai se delineando.

Fabiana


ENCONTRO

A cada encontro: o imprevisível
A cada interrupção da rotina: algo inusitado.
A cada elemento novo: surpresas
A cada elemento já parecidamente conhecido:
desconhecimento
A cada encontro: um novo desafio, mesmo que
supostamente já vivido
A cada tempo: novo parto, novo compromisso.
A cada conflito: nova faceta insuspeitável
A cada aula: descobrimento de terras ainda não
desbravejadas
A cada aula uma aventura.
A cada aula uma revelação.
A cada aula uma perplexidade.
Cada aula um caminho na busca de mim mesma.
Cada aula um nascimento com o outro.

Madalena Freire





Protocolo aulas 23 e 30 de Abril.

Começamos a dar uma cara pra peça.

O professor dividiu o grupo em 2.

O primeiro grupo montaria a primeira cena; O segundo, a segunda.

Para isso, precisaríamos ler a cena, definir os personagens (podendo utilizar os que já estavam escalados), saber o que queríamos dizer com aquela cena e como a faríamos.

O professor pediu que dentro do grupo tivesse 1 que fosse o "Diretor" , que poderia também entrar atuando.

O trabalho foi grande.

A criação também.

Os dois grupos mostraram elementos positivos e que acabaram se completando em cena.

Acho que seria interessante que as pessoas do grupo comentassem dizendo sobre essa experiência de montar a cena e entregá-la "pronta" para o diretor ir arrumando daqui e dali.

Para mim foi um momento de muito aprendizado, onde pude utilizar a questão do "Olhar de fora" e participar contribuindo para uma cena da qual eu não estava fazendo parte como atriz, mas estava fazendo parte perante grupo.

E aí, o que foi para vocês?

9 de maio de 2011

Imagem Final de Leonce e Lena

Como traduzir Leonce e Lena, sem torná-lo extremamente infantil?

Essa foi uma das preocupações na montagem do desenho que representaria a peça.

Algumas idéias surgiram, a princípio com um "que" de subjetividade (talvez uma das palavras que descreva este nosso processo).

Surgiu idéias como máscaras escondidas umas nas outras, ou como uma linha em vermelho que separava Leonce e Lena.

Até que o Murilo mandou um desenho de Leonce e Lena que todo mundo gostou.

Na aula retrasada o Felipe deu a idéia de escrevermos sobre este desenho coisas que tivessem significado para nós.

E foi assim que, lapidando um pouquinho, chegamos a imagem final.

Uma imagem que fala por si só do processo e que conta, através de algumas de nossas palavras postadas, aqui neste blog, um pouco sobre como pensamos todo o caminho até chegarmos aqui.

Uma imagem que, do mesmo jeito que a peça, pode a princípio apenas ser bonita. Mas que esconde, nas entrelinhas, as suas mensagens:





14 de abril de 2011

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO-AULA DO DIA 09/04

Foi pedido para que o grupo viesse, com as três primeiras cenas estudadas, a turma foi dividida em 2 grupos para montar a 1º e a 2º cena, uma pessoa do grupo poderia dirigir a cena, o que ajuda muito no processo de criação, porque dá a possibilidade de se ver a cena de fora para dentro, cada grupo apresentou a cena e um comentou sobre o outro que ajuda no crescimento individual e do grupo. Cada personagem começa a ser desenhado nessa fase em que estamos,foi comentado que o Rei Pedro pode ser no estilo Bufão, e a Roseta no estilo Barby,afetada e estérica, isso leva cada um a investigar seu personagem com mais detalhes. O grupo está se sentindo desafiado e isso ajuda muito no processo de desenvolvimento. Nilsete de Souza

5 de abril de 2011

Hora de passarmos para o segundo plano - aula de 02/04

Depois de muita ansiedade, o espetáculo começou a se concretizar e tomar forma no espaço e nas nossas ações. Algo que já estava nas nossas mentes começou a vir à tona de forma clara e simples.

Como parte dos nossos exercícios de aquecimento, pintamos a sala por meio de movimentos corporais. Pintamos o espetáculo em nossa imaginação.

Para começar a concepção do nosso prólogo, a turma foi dividida em dois grupos para que cada um criasse uma espécie de jogral diferenciado, em que pudessem contar a história da peça como atores mesmo a um grupo de pessoas. Neste momento já percebemos como as atividades e discussões que tivemos nas últimas semanas nos alinharam para que caminhássemos em uma mesma direção.

Com idéias diferentes, mas concepções e formatos parecidos, os dois grupos começaram a apresentação de costas para a plateia e depois viraram revelando o que era o espetáculo na verdade, qual era a intenção daquela ação e o que estava realmente por trás daquela história. A partir de uma mescla entre as duas apresentações, nosso prólogo começou a ser criado.

Por meio de uma representação aparentemente boba, assim como a história de Leonce e Lena, é possível identificar nossas discussões para chegarmos até esse texto, o momento em que tivemos o primeiro contato com a história e o momento em que aprendemos a revelar o que está subentendido, o que está nas entrelinhas. O momento em que as máscaras caíram e conseguimos identificar como o que queremos falar para o mundo está implícito nas linhas de um texto escrito há tanto tempo e de forma tão despretensiosa.

A partir daí chega a hora de sairmos do momento do discurso e irmos para o momento da ação, se vestir desses personagens que trazem tantas coisas distantes da nossa realidade e ao mesmo tempo tão próximas dos nossos anseios, dúvidas e vontades. Na frente do público vamos nos despir como atores e nos vestirmos com as características desses personagens. Para alguns, inclusive para mim, um momento muito desafiador esse de se apresentar antes como “nós mesmos”, antes de nos encaixarmos dentro de um personagem. Personagens esses, aliás, que ainda não estão determinados e devem ser escolhidos nas próximas aulas.

Durante a aula de Teoria, a profa. Lívia discutiu conosco o que é o primeiro plano e o que é o segundo plano de uma personagem. De acordo com a definição, o segundo plano é aquilo que está implícito e faz parte da vida interna da personagem. Ao pensar no nosso prólogo, é como se os personagens estivessem em primeiro plano a partir desse momento, mas os atores continuassem ali em segundo plano. O momento em que deixamos nossa aparência, jeito de falar e atitudes comuns escondidas, mas para usar os trejeitos, falas e maneiras dos personagens simplesmente para mostrar o que temos escondido e o que queremos dizer ao mundo, como estamos buscando desde o primeiro dia de aula deste semestre.

As datas foram definidas: 01, 02 e 03 de julho. Quando vamos exibir o fim de um processo e o começo de várias novas descobertas.

Analisando o período que passou neste semestre e como foi o semestre passado, vejo que conseguimos amadurecer algumas coisas e outras nem tanto, mas o mais importante foi não nos cansarmos do caminho que muitas vezes é longo. Um sinal de que estamos conseguindo nos distanciar de algo apontado no texto em algumas das falas que mais me chamaram a atenção até agora:

"Leonce – Ó, todo caminho é longo! O picar do caruncho em nosso peito é lento e cada gota de sangue mede o seu tempo, e nossa vida é uma febre rastejante. Para pés cansados, todo caminho é longo demais...

Lena – E para olhos cansados toda luz é forte demais, e para lábios cansados todo sopro é pesado demais, e para ouvidos cansados cada palavra é excessiva."

Hora de descansarmos nos nossos personagens.

Postado por: Mari Maciel

28 de março de 2011

O Ator


Por mais que as cruentas e inglórias

Batalhas do cotidiano

Tornem um homem duro ou cínico

O suficiente para fazê-lo indiferente

Às desgraças e alegrias coletivas,

Sempre haverá no seu coração,

Por minúsculo que seja,

Um recanto suave

Onde ele guarda ecos dos sons

De algum momento de amor já vivido.


Bendito seja

Quem souber dirigir-se

A esse homem

Que se deixou endurecer,

De forma a atingi-lo

No pequeno porém macio

Núcleo da sua sensibilidade.

E por aí despertá-lo,

Tirá-lo da apatia,

Essa grotesca

Forma de auto-destruição

A que por desencanto

Ou medo se sujeita.

E por aí inquietá-lo

E comovê-lo para

As lutas comuns da libertação.


O ator tem esse dom.

Ele tem o talento de atingir as pessoas

Nos pontos onde não existem defesas.

O ator, não o autor ou o diretor,

Tem esse dom.

Por isso o artista do teatro é o ator.

O público vai ao teatro por causa dele.

O autor e o diretor só são bons na medida

Em que dão margem a grandes interpretações.


Mas o ator deve se conscientizar

De que é um cristo da humanidade:

Seu talento é muito mais

Uma condenação do que uma dádiva.

Ele tem que saber que para ser

Um ator de verdade, vai ter que fazer

Mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.

É preciso coragem,

Muita humildade e, sobretudo,

Um transbordamento de amor fraterno

Para abdicar da própria personalidade

Em favor de seus personagens,

Com a única intenção de fazer

A sociedade entender

Que o ser humano não tem

Instintos e sensibilidades padronizados,

Como pretendem os hipócritas

Com seus códigos de ética.


Amo o ator

Nas suas alucinantes variações de humor,

Nas suas crises de euforia ou depressão.

Amo o ator no desespero de sua insegurança,

Quando ele, como viajor solitário,

Sem a bússola da fé ou da ideologia,

É obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente

Procurando, no seu mais secreto íntimo,

Afinidades com as distorções de caráter

De seu personagem.


Amo o ator

Mais ainda quando,

Depois de tantos martírios,

Surge no palco com segurança,

Oferecendo seu corpo, sua voz,

Sua alma, sua sensibilidade

Para expor, sem nenhuma reserva,

Toda a fragilidade do ser humano

Reprimido, violentado.

Amo o ator por se emprestar inteiro

Para expor à platéia

Os aleijões da alma humana,

Com a única finalidade

De que o público

Se compreenda, se fortaleça

E caminhe no rumo

De um mundo melhor,

A ser construído

Pela harmonia e pelo amor.


Amo o ator

Consciente de que

A recompensa possível

Não é o dinheiro, nem o aplauso,

Mas a esperança de poder

Rir todos os risos

E chorar todos os prantos.

Amo o ator consciente de que,

No palco, cada palavra

E cada gesto são efêmeros,

Pois nada registra nem documenta

Sua grandeza.


Amo o ator e por ele amo o teatro.

Sei que é por ele que

O teatro é eterno

E jamais será superado

Por qualquer arte que

Se valha da técnica mecânica.


(Plínio Marcos)


Meu presente a vocês.

Dia 27 de março dia do Teatro.


Paulo Galrão.

26 de março de 2011

Protocolo 19 de março

Como crianças nós rimos, nós choramos, como crianças nós sentimos.

Há quem diga que não, que sua fase de criança já passou que como era bom o tempo em que não tinha responsabilidades, e que a vida se resumiria em sorrisos e abraços.

Quando entramos no macu, éramos apenas “bebes” onde no básico aprendemos a dar pequenos passos nesse mundo maravilhoso, em que cada aula se resumiria em sorrisos e abraços.

No pa1 diria que éramos aquela fase na infância onde estamos começando a entrar na escola, onde temos que fazer pequenas coisas, que por ter pouca relevância, elas saiam quase como naturalmente.

O pa2a foi aquela em que seria o finalzinho da infância e o começo da adolescência, ou de forma mais simples, a pré – adolescência. As responsabilidades duplicaram para alguns e quadruplicaram para outros, houve gente, que, depois desse aumento “repentino” de atividades e tarefas extra-classe pensaram em até desistir alegando a falta de tempo.

Sim, teve gente que saiu por seus “n” motivos, não as culpo, cada um tem a sua razão.

Mas quanto mais os semestres passam, mais independentes ficamos como a adolescência.

Sim, fraquejamos o semestre passado, quando realmente não dava para fazer, não nos comunicávamos e dizíamos “Ah, no sábado a gente resolve”. E assim foram 6 meses de dores de cabeça inúteis e choros.

Ano novo, fase nova. Somos agora pa2b, e continuamos a pecar no mesmo quesito, responsabilidade.

Somos agora adolescentes, espera que a gente faça tudo aquilo que peçam sem espaço para desculpas quando não é feito, pois somos adolescentes, e é isso que fazem.

Sábado passado tivemos a sorte de voltar a ser criança com o aquecimento do Eli. Tapa na bunda, foi essa a brincadeira. Corremos, rimos, nos divertimos, nos conhecemos.

Chegava a hora de sermos mais sérios, a apresentação do anti-seminário do grupo restante.

Foi essa a hora do choque, o grupo não tinha feito.

Alguns pesquisaram, deram uma lida, mas não tinha como encaixar idéias rápidas com a proposta do trabalho.

Quando a bronca foi dada, voltamos a ser crianças. Cabeças abaixadas, um clima chato no ar, igualzinho quando mãe briga com o filho.

Mas logo isso melhorou, quando começamos a falar da nossa peça, e as novas idéias e duvidas que surgiram ao longo da semana.

Um exercício proposto pelo Felipe fez muita gente suar no sábado.

Primeiramente correr o quanto você pode pela a sala, depois quando uma musica estiver tocando, fazermos movimentos que saiam da coluna, explorando todos os planos.

Quando estávamos muito cansados, quase parando igual estatua no lugar, ele pediu para que nos parássemos e escrevêssemos tudo que vier a nossa mente.

Ao final disso era para que nós saíssemos sem dizer nenhuma palavra e analisar movimentos que saíssem a partir da coluna de 3 pessoas no shopping: Um menino, uma menina e um velho. Para que pudéssemos usar semana que vem em cena.

Outra coisa que ficou para que nós respondêssemos na semana, foi: O que é o tédio para você?

By Camila