Este blog destina-se a registrar todo o processo de criação que os alunos do PA2-B (Eldorado), do Teatro Escola Macunaíma, trilharão até chegar a apresentação da peça, que tem direção do Professor Felipe de Menezes.
17 de maio de 2011
PROTOCOLO DO ENCONTRO - 14.05
Protocolo aulas 23 e 30 de Abril.
9 de maio de 2011
Imagem Final de Leonce e Lena
14 de abril de 2011
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO-AULA DO DIA 09/04
5 de abril de 2011
Hora de passarmos para o segundo plano - aula de 02/04
Como parte dos nossos exercícios de aquecimento, pintamos a sala por meio de movimentos corporais. Pintamos o espetáculo em nossa imaginação.
Para começar a concepção do nosso prólogo, a turma foi dividida em dois grupos para que cada um criasse uma espécie de jogral diferenciado, em que pudessem contar a história da peça como atores mesmo a um grupo de pessoas. Neste momento já percebemos como as atividades e discussões que tivemos nas últimas semanas nos alinharam para que caminhássemos em uma mesma direção.
Com idéias diferentes, mas concepções e formatos parecidos, os dois grupos começaram a apresentação de costas para a plateia e depois viraram revelando o que era o espetáculo na verdade, qual era a intenção daquela ação e o que estava realmente por trás daquela história. A partir de uma mescla entre as duas apresentações, nosso prólogo começou a ser criado.
Por meio de uma representação aparentemente boba, assim como a história de Leonce e Lena, é possível identificar nossas discussões para chegarmos até esse texto, o momento em que tivemos o primeiro contato com a história e o momento em que aprendemos a revelar o que está subentendido, o que está nas entrelinhas. O momento em que as máscaras caíram e conseguimos identificar como o que queremos falar para o mundo está implícito nas linhas de um texto escrito há tanto tempo e de forma tão despretensiosa.
A partir daí chega a hora de sairmos do momento do discurso e irmos para o momento da ação, se vestir desses personagens que trazem tantas coisas distantes da nossa realidade e ao mesmo tempo tão próximas dos nossos anseios, dúvidas e vontades. Na frente do público vamos nos despir como atores e nos vestirmos com as características desses personagens. Para alguns, inclusive para mim, um momento muito desafiador esse de se apresentar antes como “nós mesmos”, antes de nos encaixarmos dentro de um personagem. Personagens esses, aliás, que ainda não estão determinados e devem ser escolhidos nas próximas aulas.
Durante a aula de Teoria, a profa. Lívia discutiu conosco o que é o primeiro plano e o que é o segundo plano de uma personagem. De acordo com a definição, o segundo plano é aquilo que está implícito e faz parte da vida interna da personagem. Ao pensar no nosso prólogo, é como se os personagens estivessem em primeiro plano a partir desse momento, mas os atores continuassem ali em segundo plano. O momento em que deixamos nossa aparência, jeito de falar e atitudes comuns escondidas, mas para usar os trejeitos, falas e maneiras dos personagens simplesmente para mostrar o que temos escondido e o que queremos dizer ao mundo, como estamos buscando desde o primeiro dia de aula deste semestre.
As datas foram definidas: 01, 02 e 03 de julho. Quando vamos exibir o fim de um processo e o começo de várias novas descobertas.
Analisando o período que passou neste semestre e como foi o semestre passado, vejo que conseguimos amadurecer algumas coisas e outras nem tanto, mas o mais importante foi não nos cansarmos do caminho que muitas vezes é longo. Um sinal de que estamos conseguindo nos distanciar de algo apontado no texto em algumas das falas que mais me chamaram a atenção até agora:
"Leonce – Ó, todo caminho é longo! O picar do caruncho em nosso peito é lento e cada gota de sangue mede o seu tempo, e nossa vida é uma febre rastejante. Para pés cansados, todo caminho é longo demais...
Lena – E para olhos cansados toda luz é forte demais, e para lábios cansados todo sopro é pesado demais, e para ouvidos cansados cada palavra é excessiva."
Hora de descansarmos nos nossos personagens.
Postado por: Mari Maciel
28 de março de 2011
O Ator
Por mais que as cruentas e inglórias
Batalhas do cotidiano
Tornem um homem duro ou cínico
O suficiente para fazê-lo indiferente
Às desgraças e alegrias coletivas,
Sempre haverá no seu coração,
Por minúsculo que seja,
Um recanto suave
Onde ele guarda ecos dos sons
De algum momento de amor já vivido.
Bendito seja
Quem souber dirigir-se
A esse homem
Que se deixou endurecer,
De forma a atingi-lo
No pequeno porém macio
Núcleo da sua sensibilidade.
E por aí despertá-lo,
Tirá-lo da apatia,
Essa grotesca
Forma de auto-destruição
A que por desencanto
Ou medo se sujeita.
E por aí inquietá-lo
E comovê-lo para
As lutas comuns da libertação.
O ator tem esse dom.
Ele tem o talento de atingir as pessoas
Nos pontos onde não existem defesas.
O ator, não o autor ou o diretor,
Tem esse dom.
Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dele.
O autor e o diretor só são bons na medida
Em que dão margem a grandes interpretações.
Mas o ator deve se conscientizar
De que é um cristo da humanidade:
Seu talento é muito mais
Uma condenação do que uma dádiva.
Ele tem que saber que para ser
Um ator de verdade, vai ter que fazer
Mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.
É preciso coragem,
Muita humildade e, sobretudo,
Um transbordamento de amor fraterno
Para abdicar da própria personalidade
Em favor de seus personagens,
Com a única intenção de fazer
A sociedade entender
Que o ser humano não tem
Instintos e sensibilidades padronizados,
Como pretendem os hipócritas
Com seus códigos de ética.
Amo o ator
Nas suas alucinantes variações de humor,
Nas suas crises de euforia ou depressão.
Amo o ator no desespero de sua insegurança,
Quando ele, como viajor solitário,
Sem a bússola da fé ou da ideologia,
É obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente
Procurando, no seu mais secreto íntimo,
Afinidades com as distorções de caráter
De seu personagem.
Amo o ator
Mais ainda quando,
Depois de tantos martírios,
Surge no palco com segurança,
Oferecendo seu corpo, sua voz,
Sua alma, sua sensibilidade
Para expor, sem nenhuma reserva,
Toda a fragilidade do ser humano
Reprimido, violentado.
Amo o ator por se emprestar inteiro
Para expor à platéia
Os aleijões da alma humana,
Com a única finalidade
De que o público
Se compreenda, se fortaleça
E caminhe no rumo
De um mundo melhor,
A ser construído
Pela harmonia e pelo amor.
Amo o ator
Consciente de que
A recompensa possível
Não é o dinheiro, nem o aplauso,
Mas a esperança de poder
Rir todos os risos
E chorar todos os prantos.
Amo o ator consciente de que,
No palco, cada palavra
E cada gesto são efêmeros,
Pois nada registra nem documenta
Sua grandeza.
Amo o ator e por ele amo o teatro.
Sei que é por ele que
O teatro é eterno
E jamais será superado
Por qualquer arte que
Se valha da técnica mecânica.
(Plínio Marcos)
Meu presente a vocês.
Dia 27 de março dia do Teatro.
Paulo Galrão.
26 de março de 2011
Protocolo 19 de março
Há quem diga que não, que sua fase de criança já passou que como era bom o tempo em que não tinha responsabilidades, e que a vida se resumiria em sorrisos e abraços.
Quando entramos no macu, éramos apenas “bebes” onde no básico aprendemos a dar pequenos passos nesse mundo maravilhoso, em que cada aula se resumiria em sorrisos e abraços.
No pa1 diria que éramos aquela fase na infância onde estamos começando a entrar na escola, onde temos que fazer pequenas coisas, que por ter pouca relevância, elas saiam quase como naturalmente.
O pa2a foi aquela em que seria o finalzinho da infância e o começo da adolescência, ou de forma mais simples, a pré – adolescência. As responsabilidades duplicaram para alguns e quadruplicaram para outros, houve gente, que, depois desse aumento “repentino” de atividades e tarefas extra-classe pensaram em até desistir alegando a falta de tempo.
Sim, teve gente que saiu por seus “n” motivos, não as culpo, cada um tem a sua razão.
Mas quanto mais os semestres passam, mais independentes ficamos como a adolescência.
Sim, fraquejamos o semestre passado, quando realmente não dava para fazer, não nos comunicávamos e dizíamos “Ah, no sábado a gente resolve”. E assim foram 6 meses de dores de cabeça inúteis e choros.
Ano novo, fase nova. Somos agora pa2b, e continuamos a pecar no mesmo quesito, responsabilidade.
Somos agora adolescentes, espera que a gente faça tudo aquilo que peçam sem espaço para desculpas quando não é feito, pois somos adolescentes, e é isso que fazem.
Sábado passado tivemos a sorte de voltar a ser criança com o aquecimento do Eli. Tapa na bunda, foi essa a brincadeira. Corremos, rimos, nos divertimos, nos conhecemos.
Chegava a hora de sermos mais sérios, a apresentação do anti-seminário do grupo restante.
Foi essa a hora do choque, o grupo não tinha feito.
Alguns pesquisaram, deram uma lida, mas não tinha como encaixar idéias rápidas com a proposta do trabalho.
Quando a bronca foi dada, voltamos a ser crianças. Cabeças abaixadas, um clima chato no ar, igualzinho quando mãe briga com o filho.
Mas logo isso melhorou, quando começamos a falar da nossa peça, e as novas idéias e duvidas que surgiram ao longo da semana.
Um exercício proposto pelo Felipe fez muita gente suar no sábado.
Primeiramente correr o quanto você pode pela a sala, depois quando uma musica estiver tocando, fazermos movimentos que saiam da coluna, explorando todos os planos.
Quando estávamos muito cansados, quase parando igual estatua no lugar, ele pediu para que nos parássemos e escrevêssemos tudo que vier a nossa mente.
Ao final disso era para que nós saíssemos sem dizer nenhuma palavra e analisar movimentos que saíssem a partir da coluna de 3 pessoas no shopping: Um menino, uma menina e um velho. Para que pudéssemos usar semana que vem em cena.
Outra coisa que ficou para que nós respondêssemos na semana, foi: O que é o tédio para você?
By Camila
